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  • Maria Laura Veríssimo Teixeira

OUTUBRO ROSA

O Outubro Rosa é um movimento internacional que foi criado na década de 90 pela Fundação Susan G. Komen for the Cure (www.komen.org) com o objetivo de conscientizar a população sobre o câncer de mama e fazer o controle da doença. Todos os anos a data é celebrada a fim de promover acesso aos serviços de diagnóstico e de tratamento, bem como colaborar para a diminuição da mortalidade.


O câncer de mama é o segundo câncer que mais acomete pessoas no mundo. São diversos os tipos, alguns têm desenvolvimento rápido enquanto que outros podem se desenvolver de forma lenta. De qualquer forma, na maioria dos casos, ao fazer o tratamento adequado e em tempo apropriado, apresentam uma boa chance de melhora.


É importante destacar que, no Brasil em 2021, segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), estima-se que houveram 66.280 novos casos e que homens também são acometidos, embora raramente. Eles representam apenas 1% do total de casos da doença.


Existem diversos fatores de risco que podem levar ao desenvolvimento da doença: fatores ambientais e comportamentais, fatores reprodutivos e hormonais e fatores genéticos e hereditários.

  • Fatores ambientais e comportamentais: obesidade e sobrepeso, consumo de bebida alcóolica e a falta de atividades físicas por ao menos 150 minutos de intensidade moderada (saiba mais em: Guia de Atividade Física - Ministério da Saúde).

  • Fatores reprodutivos e hormonais: primeira menstruação antes dos 12 anos, não ter filhos e parar de menstruar após os 55 anos (menopausa).

  • Fatores genéticos e hereditários: histórico familiar de câncer de mama em mulheres e homens, casos de câncer de mama após os 50 anos e alteração de genes (BRCA1 e BRCA2)


Saiba mais sobre fatores de risco em: INCA - câncer de mama


Para a prevenção do câncer de mama, o ideal é manter hábitos de vida saudáveis como praticar atividade física, manter o peso adequado, evitar o consumo de bebidas alcoólicas, não fumar e evitar ser fumante passivo (quando a pessoa não fumante inala a fumaça de pessoas que fumam). Além disso, a amamentação pelo máximo de tempo possível é um fator de proteção contra o câncer de mama.


Na maioria das vezes, é possível detectar o câncer em fases iniciais, o que aumenta as chances de tratamentos menos agressivos e com êxito. Vale ressaltar que desde o final da década de 90/início dos anos 2000 não se recomenda mais o uso de técnicas para o autoexame, pois, como o presidente da Sociedade Brasileira de Mastologia, Antônio Frasson, explica, com o autoexame, tumores de até 1 centímetro não podem ser identificados e, ao se auto palpar muitas mulheres tendem a deixar de procurar atendimento médico e fazer exames de detecção. Dito isso, independente da idade, as mulheres devem sim procurar conhecer seu corpo de forma a saber identificar quando há algo fora do comum em suas mamas.


O Ministério da Saúde, que segue a orientação da Organização Mundial da Saúde, recomenda que a mamografia seja realizada por todas as mulheres entre 50 a 69 anos a cada dois anos de forma a fazer o rastreamento, ou seja, realizar o exame mesmo quando não há sintomas suspeitos.


A mamografia é um exame que faz a radiografia das mamas e é feita por um equipamento de raios X chamado mamógrafo, capaz de detectar qualquer alteração nas mamas, até mesmo antes de ser palpada. A mamografia para rastreio pode ajudar a reduzir a mortalidade por câncer de mama. A mamografia diagnóstica é realizada com o intuito de investigar as lesões suspeitas da mama e pode ser solicitada em qualquer idade, a critério do médico. Importante destacar que o SUS oferece exames e tratamentos gratuitamente para todas as idades, conforme indicação médica.


O tratamento do câncer de mama avançou significativamente nas últimas décadas. Hoje o conhecimento sobre as diversas formas de apresentação da doença é vasto e há várias terapias disponíveis. Os métodos terapêuticos dependem da fase da doença, e por isso, depois de realizar os exames adequados e solicitados pelo médico, é realizado um estadiamento, ou seja, uma classificação que vai de I até IV e do tipo de tumor. Em seguida, é decidido qual conduta seguir e pode incluir cirurgia, radioterapia, quimioterapia, hormonioterapia e terapia biológica. É essencial destacar que no diagnóstico precoce, o tratamento tem maior potencial de cura. No caso de já possuir metástases (quando o câncer já se espalhou para outros órgãos) o objetivo da terapia é prolongar a sobrevida e melhorar a qualidade de vida.



FIQUE LIGADA!!!!


Em 2013 surgiu um boato sobre mamografia e que ganhou ainda mais força em 2019 com a divulgação de um vídeo nas redes sociais com informações falsas. O texto e vídeo afirmam absurdos como o aumento do câncer de tireóide causados pela mamografia e que a biópsia e os raios emitidos pelo mamógrafo levam ao desenvolvimento do próprio câncer de mama. Somado a isso, nomes como Mehmet Öz (médico que comanda um programa de TV chamado The Dr. Oz Show) e Drauzio Varella (médico brasileiro) são citados como autores de tais informações, o que não é verdade.


Leia a declaração do Colégio Brasileiro de Radiologia (CBR), Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) e Federação Brasileira de Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO): Fake news mamografia



Referências:


https://sbmastologia.com.br/autoexame-da-mama-nao-substitui-exame-clinico-diz-ministerio-da-saude/


https://www.inca.gov.br/tipos-de-cancer/cancer-de-mama


https://www.inca.gov.br/assuntos/outubro-rosa


https://www.unimedvtrp.com.br/clinicadeoncologia/cuidado-com-os-videos-com-informacoes-falsas-sobre-mamografia/


http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2016/10/e-um-desservico-mulheres-drauzio-varella-desmente-boato-que-liga-mamografia-cancer-de-tireoide.html


https://www.inca.gov.br/noticias/confira-recomendacoes-do-ministerio-da-saude-para-o-rastreamento-do-cancer-de-mama


https://www.inca.gov.br/en/node/1208


http://www.santacasamaringa.com.br/noticia/328/outubro-rosa-o-que-e-como-surgiu-e-por-que-e-tao-importante




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